14 de outubro de 2017

Pagamento

Um médium não pode cobrar e nem receber coisa alguma como pagamento de seu trabalho na nossa Doutrina. Nem, sequer, um simples agradecimento, porquanto tudo o que faz, que realiza, é pelas energias que os Planos Espirituais lhe concedem, sendo ele apenas um instrumento dessa grandeza.
Deve evitar, quando se desloca a lares e escritórios para a realização de um trabalho especial, lanches e refeições.
O seu trabalho já é plenamente recompensado pelo que recebe da Espiritualidade, suavizando seu carma.
Jamais devemos afrontar um Espírito de Luz com a tão usada frase “Deus lhe pague!”, porque a Espiritualidade trabalha com amor, dedicada na caridade e na misericórdia, sendo, também, instrumento do poder de Deus Pai Todo Poderoso, cuja Força e Luz se propagam através dessas Entidades, chegando até nós e se colocando ao nosso dispor para a ajuda aos nossos irmãos encarnados e desencarnados.
Não há pagamentos – só amor, amor incondicional, que jamais poderá estar ligado a qualquer forma de pagamento, nem na Terra, nem no Céu.

·     “Pai Juvêncio e Zefa eram os únicos que tinham coragem de ir até a um lugarejo por nome Abóbora.
Certa vez, chegando na entrada da cidadezinha, encontraram uma menina, meio desacordada, nos braços da mãe.
Pai Juvêncio chamou Zefa e cochicharam nos ouvidos da menina e a benzeram, retirando aquele espírito, e a menina ficou boa.
Tânia, a mãe da menina, deu algumas frutas como pagamento da cura, pedindo desculpas por não ter mais nada.
Pai Juvêncio e Zefa comeram as frutas, trataram de negócios em Abóbora, e voltaram para a fazenda. 
Felizes, chegaram em casa, mas, ao atravessar a soleira da sua porta, suas barrigas começaram a doer, a doer tanto que chamaram Vovó Cambina da Bahia. Mas nada fazia passar aquela dor.
Uma porção de conjecturas: seria veneno? As desinterias pioravam e as dores aumentavam.
“Pobrezinhos - dizia Pai João -. Resolveram tantas coisas boas para nós! Deve ser alguma provação, Deus testando seus corações...”
Todos já estavam ao redor da fogueira, aguardando que melhorassem, quando Jurema, que estava ao lado de Pai Zé Pedro, se levantou bruscamente. Apontando para os dois, que estavam abaixadinhos na roda da fogueira, gemendo de dor, disse:
- Eles comeram prenda ganha pela sua caridade! Pena Branca não quer que a gente ganhe nada em troca do que se faz na Doutrina. Vovô Agripino lhes disse que a gente só aprende com o espinho fincando na carne.  É, Pai João, todos nós temos um espinho na carne!...
- Oh, meu Deus! - gritaram os dois em uma só voz - Sim, estamos conscientes!
Vovó Cambina já estava chegando com uma cuia de chá. Eles tomaram e contaram o que havia se passado em Abóbora.
Todos abraçaram os dois por sua ação, mas entenderam a lição: Juvêncio e Zefa haviam comido prenda pela caridade que fizeram... Sim, receberam pagamento e Pena Branca não gosta nem de presentes e nem que se cobre pela caridade que se faz! 
Zefa e Juvêncio passaram mais três dias com dor de barriga. Tudo foi alegre, e passou.

Eufrásio, que agora era conselheiro do grupo, achou muito importantes dois fatos: primeiro, Pena Branca não aceitar pagamento pelo trabalho mediúnico e, segundo, a denúncia de Jurema que, em sua clarividência, viu o que se passou. O pobre casal fora lesado por suas mentes preguiçosas.”  (Tia Neiva, 7.3.80)

4 de abril de 2017

EXU

Ao desencarnar, o Homem que foi, quando encarnado na Terra, uma pessoa de bem, um bom pai de família, culto, cientista, enfim, um membro de posição acima da média na sociedade, porém irrealizado, cheio de pretensões, agnóstico, descrente das palavras de Jesus, libera seu espírito que, por não aceitar as coisas mais simples, em nada crê, e se torna presa fácil para entidades experientes na manipulação de forças empregadas para tristes fins. Aquele espírito se transforma em um exu.
Assim, o exu é um espírito que não encontrou o caminho de Deus e se perde na vã esperança de conseguir sua ascensão somente pela astúcia, pela sabedoria científica e pelas fortes ligações com as sensações materiais. Não é um espírito das Trevas, mas também não tem Luz. É um sofredor que age no plano invisível da Terra.
Os exus são líderes, sábios e inteligentes, que organizam escolas e universidades, que possuem numerosas falanges, se agrupando para agir em “linhas”, e mercenários, exigindo pagamento por seus trabalhos, que são feitos tanto para o Bem como para o Mal. Seu pagamento é feito pelos despachos e oferendas, de onde retiram as energias negativas que os alimentam.
Nos cultos africanos disseminados no Brasil - candomblés, macumbas, umbandas e xangós - o exu é considerado embaixador dos demais deuses e portador de personalidade satânica, malévola, contrária aos interesses humanos, assumindo posição de protetores das cerimônias, cuidando para que transcorram  sem turbulências ou interrupções prejudiciais.
Como no mundo físico, a organização desses membros das Trevas vive da força e da energia individual. Pelos “terreiros”, os exus formam linhas de relacionamento entre o plano invisível e o físico, ampliando sua força na relação direta da quantidade de espíritos que são escravizados.
No livro “Sob os Olhos da Clarividente”, Koatay 108 disse que os exus são preocupação constante da Espiritualidade, evoluindo pela assistência que dão àqueles com que têm afinidades, usando poderosas forças e máquinas complicadas que são construídas com magnético animal. Isso se deve a serem espíritos com cultura e inteligência apenas materiais, no plano mental concreto, com raciocínio que não alcança a nuança espiritual, vivendo no plano etérico,  lidando com a maleabilidade molecular desse plano e utilizando o ectoplasma humano e os fluidos magnéticos da natureza como matéria-prima, uma vez que não têm capacidade para criar energia.
Como no plano físico, seu poder decorre da sua capacidade de obter e controlar essa riqueza. No mundo dos exus predomina o ódio, o desconhecimento do amor e do perdão, e, por não terem consciência das qualidades e possibilidades de um espírito, por as negarem e não acreditarem nelas, precisam estar inventando continuamente aparelhos e máquinas para alcançarem mais poder e atingir seus objetivos.
Eles não vêem os espíritos de Luz e, quando percebem alguma coisa vinda dos planos superiores, atribuem isso a um fenômeno que precisam controlar. E estudam com afinco, como os cientistas da Terra, buscando descobrir a alma, Deus ou espíritos através de seus aparelhos, nos seus laboratórios. Por isso, os Mentores não deixam que eles penetrem nas forças do espírito, porque seriam desperdiçadas pelo seu egocentrismo.
Segundo Tia Neiva, o Homem encarnado tem muito mais poderes que um exu. Mas os exus assediam preferencialmente os homens inteligentes, cultos e/ou religiosos porque extraem os conhecimentos deles.
Na Doutrina do Amanhecer, devemos ter amor e carinho com todos os espíritos, inclusive os exus, embora nada queiramos deles, nada há que possam fazer por nós, a não ser a oportunidade de exercermos nossa fé, nossa capacidade missionária.
Não podemos evitá-los nem fugir deles.  Os exus são atraídos ao Trono Milenar, onde precisam ser trabalhados com muito amor e abnegação, para que possam ser doutrinados e recebam vibrações de amor e luz, despertando a consciência de suas mentes para a Doutrina Crística.
Em geral, os exus são considerados verdadeiros demônios, mas, na realidade, são apenas espíritos sem noção do que seja certo ou errado, agindo de acordo com seus contratos, firmados com aqueles que buscam sua ajuda, nos locais onde se utilizam suas forças, até para a realização das mais terríveis obras.
Existem os Exus Caçadores, que obsidiam e escravizam espíritos que se perdem na recusa de aceitar seus destinos cármicos, saindo da Pedra Branca revoltados ou desequilibrados.

·     “Como você sabe, Neiva, os exus são um pouco produto da ganância dos seres humanos.
As invocações e chamadas só fazem aumentar suas forças.
O médium que os invoca  lhes dá oportunidade de se afirmarem nas suas metas, e isso nada tem a ver com a Umbanda!” (Amanto, s/d)

·     “Não há qualquer espírito que passe por nossos trabalhos do qual não se faça a entrega obrigatória!
Nosso trabalho é exclusivamente de Doutrina!
Não aceitamos, em hipótese alguma, palestras, nos Tronos deste Templo do Amanhecer, de Doutrinadores com entidades que não sejam os nossos Mentores, espíritos doutrinários!
Mesmo fora do Templo, consta-me que os Doutrinadores que palestraram com exus, etc., atrasaram suas vidas, pois eles não se afastaram de seus caminhos.
A obrigação do Doutrinador é fazer a doutrina, conversando amigavelmente com o espírito, procurando esclarecê-lo, continuar seu amigo, porém fazer sua entrega obrigatoriamente, com o que ressalva sua responsabilidade perante os Mentores.
Outros Doutrinadores estão com suas vidas atrasadas simplesmente por sua irreverência com os Mentores, acendendo para estes duas velas, saindo fora de seu padrão doutrinário.
Entre eu e os exus há um laço de compreensão e respeito mútuo. Porém, um Doutrinador, por não ser clarividente, não está em condições de dialogar com eles, exceto no âmbito da Doutrina.” (Tia Neiva,7.5.74)

·     “Ora, um exu é um espírito como outro qualquer, geralmente um homem de bem, um pai de família que desencarnou normalmente.
O que os torna diferentes no mundo dos espíritos é que são cultos, cientistas, doutores, enfim, pessoas de posição. Desencarnam irrealizados, cheios de pretensões, agnósticos, descrentes das leis do Cristo. Como não crêem em coisa alguma, não aceitam as coisas simples. Tão pronto desencarnam, são atraídos para a companhia de entidades experientes na manipulação de forças. (...)
Não existem forças do mal ou forças do bem. Existem, simplesmente, forças, que são empregadas no bem ou no mal. Depende de quem as controla, e como as controla. (...)
Depende do plano de trabalho, da camada onde eles  operam. Geralmente, esses espíritos não conseguem atingir mais que um plano inferior, próximo da superfície terrestre, onde as forças são densas, animalizadas. Não aceitando o Cristo, a Lei do Amor e do Perdão, não sintonizam com as forças do astral.
A não ser aqueles que lidam com a Magia Negra, que manipulam forças extraordinárias – às vezes com a bênção de Deus – a maioria deles trabalha mesmo é com o magnético animal – ectoplasma humano, mediunidade. (Tia Neiva – “Sob os Olhos da Clarividente”)




SALVE DEUS!

19 de janeiro de 2017

DEFUMAR A NOSSA CASA



Pode um médium, de preferência um Doutrinador (mas nada impede um apará de realizar), fazer uma defumação no seu lar, no local de trabalho material ou em qualquer outro ambiente de sua freqüência onde sinta cargas negativas, e as pessoas presentes não se sintam “ofendidas”.

Na verdade na defumação utilizamos uma mistura apropriada de essências (mezcla) que, ao queimar, expelem uma fumaça impregnada de energia desintegradora que, junto às energias invocadas pelo médium, age como um filtro que retira as impurezas da aura e ativa os chakras, afastando irmãozinhos de baixo padrão vibratório e desintegrando vários tipos de cargas negativas.

Sendo a defumação em sua casa, ou na casa de algum outro Jaguar que disponha de um Aledá, a defumação deverá iniciar-se por aí: No Aledá! Onde você faz suas preces, pede a proteção e abre seu trabalho. Depois seguirá em sentido horário por toda a casa, quarto por quarto.

Para isso, o médium prepara o defumador e, tão logo esteja pronto, faz uma abertura simples do trabalho e vai defumando, vagarosamente, o ambiente enquanto emite preces e/ou imantrando (o hino correto é o da Junção) e pede que aquelas cargas ou influências negativas sejam afastadas.  Inicia pela porta do quarto que ingressou, e vai contornando as paredes da esquerda para a direita, fazendo uma espiral que termina no centro do local que está defumando, passando a outro local. Deve dar uma atenção muito especial aos cantos e quinas das paredes e vãos de armários e escadas, locais onde se depositam a maior parte das cargas negativas. Passa de um quarto ou de um ambiente a outro, sem interrupção. Após terminar, faz seu agradecimento à Espiritualidade Maior e aos seus Mentores e encerra o trabalho.

Não existem técnicas específicas para cada caso de defumação, o quê rege este trabalho é seu padrão vibratório, sua sintonia e a intuição do momento. O padrão é o quê lhes disse: a partir do Aledá siga em sentido horário, e estará fazendo o correto. O único objetivo atingido com a defumação é a desimpregnação de cargas negativas.

Sem mistérios, sem uniformes, sem invenções, sem qualquer fanatismo. É simples assim! Antigamente éramos acostumados a fazer toda semana ou a cada quinze dias, mas depois fomos relaxando. Defumação em casa não tem contra indicação! Pode fazer a qualquer horário, embora deva evitar que seja tarde da noite.

A Defumação doméstica é um trabalho que pode sim ser recomendado por uma Entidade e realizado por um Mestre designado para isso, porém você, por sua intuição, pode decidir quando realizar uma nova defumação.